30 dicas para escrever bem...
Pensamentos: se a gente não cerceia, se despenteia.
Uma história sobre prudência, conhecimento e cerveja.
“O cara que deu nome pra ‘filosofia’
ou era um irônico ou não sabia de nada.
É impossível ser amigo dela!
Contra ela travamos severas batalhas”
A PRUDÊNCIA
A prudência é uma espécie de ‘camada de ozônio’ e filtra algumas de nossas animosidades. Ela foi criada por Adão e Eva, assim que eles foram ‘expulsos’ do Jardim (desde o início a dor é a melhor escola...). Antes de Eva comer o fruto da ‘árvore do conhecimento’ não existia prudência. Não existia a consciência do castigo. Por isso mesmo foi o livre arbítrio mais puro da história desse mundão.
A partir da existência da prudência o livre arbítrio passa a não ser ‘tão’ livre mais. Não sei se isso ameniza ou complica mais as coisas. Mas é assim.
Acontece que o álcool faz buracos na ‘camada de prudência’ da gente, que passa a não filtrar os pensamentos que a gente nem sabia que guardava na cachola. Primeiro porque ninguém pára pra definir e decorar suas idéias e ideologias de forma a ficar isento de incoerências e desdizeres. (Tá, talvez alguém faça isso, mas deve ser um chato de galocha e isso não vem ao caso.) Segundo porque o mundo é muito complicado mesmo.
O fato é que sem o filtro da prudência as pessoas se revelam. Os mais brucutus quebram tudo. Os mais chatos sobem na mesa, fazem discurso, aquela coisa toda. Tem gente que chora as mágoas. E você deve conhecer outros muitos tipos estranhos por aí.
Egoísmos, narcisismos, inseguranças, preconceitos e, principalmente, incoerências se revelam nesta hora.
Há quem possa dizer: “Então somos todos uns hipócritas? Escondemos o que realmente somos?” Mas eu digo que não. O hipócrita verdadeiro é aquele que maquia seus defeitos, escondendo lobos em pele de cordeiro. Essa prudência que carregamos em horário comercial é simplesmente o que torna viável o convívio em sociedade e evita uma quebradeira danada. Isso não é hipocrisia!
Digo mais: a prudência que aprendemos quando fomos expulsos do paraíso não esconde nem maquia nossos defeitos, mas os mortifica, lapidando nosso caráter. A prudência faz o preconceituoso aceitar o outro. O egoísta doar. O mesquinho dividir. O narcisista se achar meio feio e o feio ficar cheio de auto-estima. A prudência tem nos mantido vivos desde que roubamos a tal ‘árvore do conhecimento’.
Como eu já desconfiava, o conhecimento NÃO move o mundo. Sem ele, o mundo continuaria girando. Fôssemos macacos, o mundo ainda seria mundo. E, fôssemos macacos, talvez seríamos mais felizes em nossa ignorância, pois a ignorância torna a felicidade mais acessível. Um exemplo disso (e é só um exemplo porque toda generalização é burra) é a facilidade de encontrar pessoas felizes numa roda de samba que não conhece partituras e nomes de acordes do que num congresso internacional sobre a influência barroca na música erudita da sociedade ocidental.
Eu sei: você entende bem o que eu quero dizer e sabe exemplos melhores que o meu.
Então: qual a ‘busca’ mais importante que temos na vida: a felicidade ou o conhecimento? Cada um que abasteça seu alforje e persiga o que quiser.
A grande merda é que não dá pra desmorder a maçã. Não tem volta. Não estou dizendo que o conhecimento seja ruim ou desnecessário. Ele só complica demais as coisas. Deus, que é pai, não queria que a gente comesse dessa fruta, mas não era porque estava com medo de que o abandonássemos. (O que de fato acontece: quanto mais conhecimento, mais longe ‘pensamos’ estar de Deus.). Deus, como pai, simplesmente nos queria evitar o sofrimento. Todo pai quer evitar o sofrimento do filho. Mas não pode impedir isso.
E como não tem volta, depois de mordida a fruta, Deus nos envia a continuar buscando esse conhecimento. Isso é penoso. Destrutivo. Auto-destrutivo até. Quase sempre. E o ‘filtro da prudência’ nos protege dos raios mais fortes, os ultravioleta da incoerência. E da desordem. O conhecimento, além de não mover o mundo, por si só o tornaria inviável. Impraticável. A prudência torna o mundo possível.
Porque essa maçã é muito grandona. Imensa. Seu sabor verdadeiro é desconhecido. E a gente não conhece de verdade aquilo que não sabe o gosto. (Curiosamente a etimologia diz que sabor e saber são palavras irmãs.)
Isso dá uma agonia danada. Por isso que, de vez em quando, a gente precisa ‘pichar uns muros’. Furar a camada da prudência. De preferência fora do horário comercial. E a cerveja, por linhas tortas ou retas, ajuda um bocadinho nisso. Ajuda a revelar as incoerências e mesquinharias de nossa mente perdida. (Mas é recomendável não quebrar tudo ou subir na mesa para discursos.)
E a ressaca nos faz repensar essas incoerências e nos tornar pessoas melhores. Como se a mesa do boteco fosse um confessionário e a ressaca, a justa penitência. Não, longe daqui querer fundar uma nova religião. Só estou aproveitando para falar besteira enquanto a camada da prudência ainda não se restabeleceu.
ENFIM
Se isso virar hábito, escrevo um livro em uma semana. De qualidade duvidosa, eu sei. Mas grande.
Réquiem dos Pequenos, Versículo V
Réquiem dos Pequenos (na terceirona)
Mais uma rodada por minha conta!?
No domingo, após o empate de 1 a 1, chegamos a conclusão de que NUNCA assistimos a uma vitória do VEC. Quando ele ganha, é fora de casa. Segundo o zagueiro-artilheiro, é a "Síndrome do Melão". Pode? Pior que isso só o cai-cai do time adversário no segundo tempo. O Januário "cruel" de Oliveira ia adorar os muitos 'carretos' da manhã. Isso mesmo: manhã! É impossível um segundo tempo razoável num jogo que começa no solzão das onze horas.
Já no brasileirão sem final, a melhor parte sempre fica no meio da tabela. Do nono lugar ao décimo-sétimo são 3 (!) pontos. Em cada rodada a gente vê uma dança das cadeiras entre quem vai pra Sul-Americana ou pra Segunda-Divisão. Pra melhorar, as duas maiores torcidas do país estão neste bolo.
Réquiem dos Pequenos, Versículo III
Caricaturas do herói Narciso, os vilões que amam seus umbigos. Como o original, desprezam a bela Eco e sua lagoa. Mas são só caricaturas. Longevas mas, para sorte da pequena vila de nome diminuto, mortais. Temporários. Elegíveis. "Expulsáveis". Será? A pequena vila perdeu seu norte e sua matriz. Talvez tenha perdido também sua cabeça. Sobraram os umbigos. E, claro, as imensas panças. E segue a vida, empurrada com barrigões.
Coisas Nº 1
Parece mentira, mas não é não. E é emblemático. Uma casca de banana. Nada melhor para iniciar esta série educativa de fotografias sobre as coisas que as pessoas jogam no chão.
Se tua mãe não te ensinou, a professora deixou passar e tua vó passou a mão na cabeça, não se preocupe. O Atchim te educa, meu filho!
Essa rodada por minha conta...

Coisa mais difícil foi achar o resultado de ontem do VEC - Varginha Esporte Clube (Êta nominho criativo!). Nenhum site da cidade (maisvarginha, varginhaonline, eptv.com ¹) ou mesmo o site do clube não trazia nada sobre o jogo até às 9 da manhã de hoje.
Contra o Internacional, perdemos o Ibson por 30 dias. Já os Bacalhau tiraram o Paulo Sérgio por 45 dias e o Renato Augusto por tempo indeterminado. E os autores das faltas que ocasionaram estas lesões não receberam sequer um cartão amarelo! Enquanto isso, condenaram o Souza por muito menos, tentaram punir o Joel por muito menos e agora vão julgar o Obina por muito menos. De todo jeito o Flamengo só apanha...
Update 17/09 - 17:07 - E não cansam de querer bater no Mengo, que vem tendo uma campanha quase impecável dentro do Maracanã. Com medo, querem tirar o mando de campo.
1. O site da EPTV traz os resultados e notícias do Campeonato Brasileiro e não fala nada sobre o VEC. Quem quer saber sobre Campeonato Brasileiro não vai procurar na EPTV e quem quer saber sobre o VEC vai onde?
MC d AA p CI Nº 8 - O Pobrema II - O dos otro
Já estudamos na lição número dois deste manual a melhor maneira de prosear sobre os problemas próprios. Depois, na lição número seis, estudamos sobre como falar mal dos outros, ou seja, como falar dos problemas dos outros pelas costas. Agora, não com menos saliência, veremos a delicada maneira de versar sobre os problemas dos outros com os próprios donos da lamúria.
Como sabemos, quem sabe faz e quem não sabe, ensina (e é justamente daí que vem minha autoridade para escrever este manual, mas isso não vem ao caso agora). Pessoas em geral, na CNTP, costumam ter soluções práticas e fáceis para todos os problemas do mundo. Na hora de oferecer alguns conselhos, cada um traz em si o dom de ser um expert em auto-ajuda, capaz de resumir em uma única frase a solução do problema alheio.
Parece fácil. Mas, como sempre, é preciso muito cuidado. Se diante da dificuldade vizinha, a principal coisa que tiver a dizer for “pense positivo”, guarde a pérola pra você. Uma pessoa envolta por problemas pode ter pequenos lapsos em sua boa educação e acabar mandando você pensar positivo em lugares bem distantes.
Mas a intenção de ajudar, ainda que com palavras ralas, não é de todo ruim. Pior mesmo é a aproximação dos problemas alheios por simples curiosidade. Pessoas que carregam este modo de sarcasmo costumam dizer coisas do tipo: “fica triste não, tem muita gente no mundo muito pior do que você”. Se você quiser mesmo parecer uma pessoa simpática, nunca diga nada semelhante a isso.
Notas Baixas Nº 1
Hipocrisia se aprende na escola
Melhor futebol do mundo
Foi sem querer...
Cachorrada
E ainda insistem em dizer que o mundo acaba em aquecimento global...
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