Informações Úteis e Motivacionais
O vencedor do último bolão, um BHzontino de origem turca que se proclama espanhol (haha!), levou o primeiro lugar com 574 pontos. Aquela Copa foi mais complicada. Imagina, duas finalistas que nunca tinham levado a taça. Coisa que só acontece de 100 em 100 anos. Ou seja, desta vez devemos ter uma pontuação maior. Apesar das zebras, orcas, elefantes e outros bichos...
Ainda temos 40 jogos pela frente (no Bolão, que só conta a 1a fase), além das pontuações pela classificação nos grupos e final. Traduzindo: 1083 pontos ainda estão em disputa. Até quem amarga a lanterninha ainda tem chances de beliscar algum $.
Agora uma bela curiosidade: na última Copa, neste momento (8 jogos disputados), tínhamos apenas 13 gols marcados. Aqui no Brasil a rede já estufou 28 vezes!! Uma média de 3,5 gols por partida, coisa que a gente só vê no Morcegão. Que o ferrolho que estreia hoje (Suíça) não estrague a festa. Bom domingo pra todos!
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Vem ai o Bolão da Copa 2014!
Empreendedorismo Nº 2
Desde que nasceu o Gilmar acompanha o pai no caminhão de reboque. Aliás, nasceu ali mesmo, no meio do caminho para a maternidade. Trinta anos dentro daquele caminhão. Tanto que nunca se imaginou trabalhando em outro lugar que não fosse o “Auto-Socorro e Oficina do Alfredo”. Não porque ele pensava que aquela era a melhor coisa do mundo, mas talvez porque ele nunca tinha pensado no assunto. Só trabalhava lá. Todo dia. Às vezes de noite e de madrugada também.
Conhecia a cidade inteira. Ainda moleque já era bom de prosa. Sabia conversar com qualquer um sem precisar falar do tempo ou falar mal de político. Foi por isso que as pessoas começaram a se abrir com ele, contar os problemas. Ele guinchava um carro e ia escutando as lamentações. Era um ouvinte de primeira. Mas o pai reclamava. ‘Tanto serviço pra fazer e você aí de prosa com os freguês’.
Mal sabia que futuro aquilo traria. Com o tempo o pessoal foi pegando mais intimidade e até pedia conselho pro Gilmar. Troca esse carro logo antes de fundir na sua mão. Perdoa ele, minha senhora, o Vanderlei não vive sem você. Tira essa grana parada da poupança e investe em imóvel que você ganha mais! Nem sempre ele acertava ou as pessoas faziam o que ele dizia, mas a procura foi aumentando.
Até que chegou um dia em que o Vanderlei ligou de madrugada. O Gilmar já ia ligando o caminhão, mas não era o carro que tinha estragado. O Vanderlei precisava de uns conselhos. Foi a primeira vez que o “auto-socorro” prestou um serviço completo só pelo telefone. Um sucesso. O Seu Alfredo ficou preocupado. Tudo bem, podia continuar atendendo, mas como ia cobrar pelo serviço?
Mas o Gilmar deu um jeito de novo. Passou a emitir as notas fiscais da oficina mesmo. Discriminava lá: Consertos em geral e cobrava suas consultas. E, afinal, “auto-socorro” e “auto-ajuda” não é mesma coisa? A clientela não tem reclamado. O Vanderlei até largou da amante e vive cheio de cerimônia com a esposa até hoje.
Empreendedorismo
Um empreendedor moderno deve estar atento às oportunidades. E o Getúlio sempre soube disso. Eram as oportunidades que estavam meio teimosas em não aparecer. Enquanto isso, a Lourdes, coitada, se virava pra pagar as contas de casa. Ele vinha guardando umas economias desde o FGTS do último emprego há uns cinco anos, a espera da tal oportunidade.
Foi numa quarta-feira, quando a Lourdes chegou em casa, que ele deu a notícia, já de malas prontas. “Vamos pro Sul”. Ela pensou em dizer, não, pára com isso, mas tinha uma confiança meio inexplicável no marido e, também, desde pequenininha tem uma vontade danada de conhecer Foz do Iguaçu.
Só no caminho que o Getúlio foi explicar o negócio. Ia montar uma churrascaria
O Getúlio explicou que o número era só pra impressionar. Os gaúchos vinham só de três em três, eles tinham que chegar lá arrasando. Os dois que valessem por doze mineiros! Na verdade, de Minas mesmo era só ela. Ele nasceu na região de Piracicaba e veio depois de velho pra cá, mas isso não importava, e ficou nervoso com a esposa. Um grande empreendimento não podia perder tempo com pequenos detalhes!
E foi um sucesso tremendo! A Lourdes escreve pra mãe contando as novidades sempre que tem uma folga. No começo o pessoal ia pra assistir o Getúlio acender a churrasquerinha. Era um Deus nos acuda! Joga álcool, abana, aquela bagunça toda. Às vezes o sal passa um pouco, outras vezes se esquece do sal. É muita coisa pra lembrar também. A gauchada se divertia com isso e enquanto assistia, pedia uma cervejinha, um Cheetos de tira-gosto, picolé pras crianças.
Por fim a Lourdes teve a idéia de fazer um pão de queijo pra acompanhar o churrasco do Getúlio. As vendas foram aumentando. Até contrataram uma mocinha pra atender. Um dia a churrasqueira custou um pouco mais pra acender e a Lourdes ofereceu só o pão de queijo mesmo. Pronto. A Churrascaria 12 Mineiros fazia o melhor pão de queijo de todo o Rio Grande do Sul. Era trabalho que não acabava mais.
O Getúlio disse que vai escrever um livro sobre empreendedorismo, contando sua história de sucesso, dando dicas de como enxergar as oportunidades e tudo o mais. Por enquanto tem só um esboço e se afastou um pouco da churrascaria pra clarear as idéias. A Lourdes trabalha feito Hércules, por 12, fazendo cada dia mais pão de queijo. Anda cada vez mais raro ela escrever pra mãe. Na última carta disse que não vê a hora de conhecer Foz do Iguaçu, mas cadê tempo?
Sobre o tempo...
Já faz um tempo que o futuro está na moda. Vendem ele por aí como um tempo a que a gente deve se dedicar e empenhar a nossa vida e coisa e tal. Outras vozes, em menor número, retoricamente afirmam que o que vale mesmo é o presente, o agora, o hoje da vida. Que o futuro seja o que Deus quiser, e que o passado já passou e não volta mais.
Na contramão dessas idéias, venho eu. E talvez mais uma meia dúzia que afirma que o que vale mesmo na vida é o passado e que ele é praticamente tudo o que nós temos de fato e certo, concreto.
Verdade. Se eu escrevo este texto não é pelo prazer de digitar. Digitar é o presente dele. E seu futuro é incerto. O “pode ser” não “é”. E se não é, não existe. Pronto. O que resta ao que eu escrevo é só passado. Quando eu puser o ponto final, ele já vai ter sido. É passado e só então passa a existir de verdade.
Não que o presente não exista. Mas ele é só uma tênue linhazinha que mal cabe entre uma letra e outra. O que vai ser é só por um segundo e já era. E é esse já ser que dura, que marca, que fica eternamente gravado no tempo - que constrói o dia seguinte. O ato de viver, portanto, não passa de uma fábrica de passados, trabalhando em quatro turnos, sem intervalos nem férias.
Longe disso, uma apologia a arqueologias, historicismos, saudosismos e choraminguismos de “eu era feliz e não sabia”. Bom mesmo é ser feliz sabendo, certo de que se olhar pra trás tem alguma coisa que presta. O fato é que quem só olha o futuro tropeça, repete o mesmo trabalho várias vezes. Não aprende. Tudo é incerto. Quem só vê os agoras não vive, se despera. Quantos presentes aconteceram desde que comecei a escrever este texto? Prestei atenção em todos? Acho que não. Só quando viraram passados. Aí eu posso voltar, reler e dar valor ou não.
Está certo. A gente não precisa fazer a opção por um em detrimento do outro. Nem poderia. O que eu quero dizer é que não demora muito, ainda pequeno (nos doloridos oito anos?), a gente descobre que não vai durar muito por aqui, que é impossível pensar no futuro sem chegar no “ponto final” da vida. O dia em que já seremos passado. É por isso que eu acredito que o que a gente pode fazer é construir um bom passado. Um passado caprichado. Cheio de histórias pra contar e serem lembradas. A velha história, meio em desuso hoje, de plantar um livro, criar uma árvore e escrever um filho. É isso: o mundo é bom cheio de livros e árvores e filhos...
Zooropa em São Paulo 10/04/2011
Real Madrid x Barcelona
U2 - tour 360º - no Brasil #4... até a próxima
Kibe Loco #8
JOGA FORA NO LIXO!
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Se a política de contratar
flamenguistas acima
do peso continuar, é capaz
da Sandra de Sá aparecer
no Parque São Jorge.
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