Será que pega?
Dona Elisete, do Atchim 1037...
Acabei de receber um telefonema, muito simpático, da Dona Elisete, aqui do Boa Vista mesmo, vizinha da gente, que não tem internet, e queria saber se o "Atchim" dela era o premiado. Expliquei que sorteados eram a Dona Aparecida e o Octávio, mas fiquei com uma vontade danada de dar um prêmio pra ela.
Aí ofereci, assim no improviso, uma "assinatura" da versão impressa, inteiramente grátis e por tempo indeterminado. Isso porque não há nada melhor que começar a semana com um feedback espontâneo.
O número do rodapé da capa está explicado no rodapé da página 11 do Atchim Nº 2
E agora, José? - Encerrada a 1ª Votação!!!
E o José?
O Retorno do FeedBack
Será que é a letra que está muito pequena?
Não quero ser muito chorão, mas parece que não prestaram muita atenção naquela parte em que a gente fala pra mandar os presentes pelo "Dia do Gráfico" para nossa sede.
Passamos ontem o dia inteiro esperando e nada... Nem um parabéns...
Mas o pessoal está muito tímido ainda. Até às 11:04 de hoje, além do Rodrigo (o goleiro-artilheiro-carente) e do Egídio, ninguém se habilitou a dar um comentário!
Que isso, gente? Sintam-se em casa. Pode falar à vontade...
Bom dia. Se espirrar, saúde...
Avaliando a 1ª edição...
E agora, José?
Quando cheguei no passeio, o camburão virava a esquina. Quis ficar, me explicar, afinal havia agido em legítima defesa. Acho que foi o barulho da sirene que fez minhas pernas tremerem mais do que deviam e então eu saí correndo. Na direção contrária. A Doroty, cachorrinha da Bernadete, correu atrás de mim. Latindo desesperada. Sempre desconfiei que ela tinha um caso com o gato falecido.
Só consegui me distanciar quando fui descer o escadão da praça. É que meu pé esquerdo errou o terceiro degrau. Quando acabei de rolar, lá em baixo, não tinha nem sinal de cadela ou polícia. Pude ir andando sem muita pressa pra casa da vó. Ela me achou meio pálido. Mandou que tomasse um café com bolo de fubá. Tinha acabado de fazer. Fiquei sem graça de falar que não tinha almoçado ainda.
Ela me contou que o plantão no rádio dizia que a polícia estava atrás de um foragido. Parece que o cara matou o gato de estimação da vizinha, ela disse, enquanto eu tentava disfarçar os machucados. “Nessa hora o rádio tocou a música do “deus tava namorando” de novo. A vó disse que não agüentava mais aquela música e perguntou se era sangue aquilo no meu cotovelo.
Então a campainha tocou. Ganhei tempo pra pensar numa resposta. A vó não ia gostar de saber que seu neto preferido era o fugitivo da polícia. Aí pude escutar uma voz, dessas de fofoqueira, contando, lá na porta, que o neto dela estava fugindo da polícia. “Assassinato, Dona Mercês!”
É lógico que a vó não ia se incomodar de me esconder na casa dela por uns tempos. Mas eu não queria trazer aborrecimentos. Pulei a janela. Caí em cima da roseira. Matei a rosa. Segui correndo, deixando um rastro de sangue no quintal. Êta roseira pra ter espinho cumprido!
Na rua outra vez, eu não tinha a menor idéia de aonde ir. Doíam muito os cortes e ralados que consegui durante a fuga. E o bolo de fubá estava dando uma queimação tremenda. Parei no ponto de ônibus onde pensei que poderia ficar paradão sem levantar nenhuma suspeita.
Um moleque, de mãos dadas com a mãe, cantarolava a música do “deus tava namorando” até que me viu ali. Arregalou os olhos e cochichou não muito baixo com ela: “acho que é o assassino da televisão”. Eu já estava na TV?!
A mãe, toda nervosa, tentou disfarçar uma tranqüilidade e correu pro orelhão ali do lado. Pude ver que discou apenas três números. Sem cartão.
Pensei em entrar no ônibus que acabava de parar, mas não tinha nem uma moedinha no bolso. Correr nem pensar. Foi aí que um rapaz parou a bicicleta no passeio e entrou na padaria em frente. Minha chance?
Parte IV - Dia 21 de setembro - Será o fim?
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